Livros e Resenhas-Verdade ou consequência

Quem já brincou em meio a uma roda de amigos quando adolescente ou adulto mesmo de “verdade ou consequência”? Para alguns também conhecida como “verdade ou desafio”.

E é bem simples mesmo essa brincadeira, até porque o nome mesmo aplicado na fase pueril soa como um passatempo inofensivo e próprio da época da inocência.

Uma garrafa ao centro de um solo ou sobre a mesa e o grupo em círculo, dispostos a responderem quando o bocal da garrafa aponta ao indivíduo e este tem que dizer se prefere verdade ou consequência.

Assim, quem responder a pergunta direcionada, se estiver mentindo, terá que assumir as consequências. Falando a verdade, estará livre desse desafio.

Uma inocência de quão importante são nossas reafirmações e escolhas, assim como as consequências das mesmas. Arriscaria dizer que o termo verdade ou desafio soaria melhor ante a responsabilidade que temos dia após dia de assumir nossa identidade e nossas palavras e ações.

Todos os dias, indubitavelmente escolhemos algo, situações ou pessoas. E tais escolhas carreiam as consequências, ora com tom de mazelas, ora com o brilho e a glória das boas decisões. E há acaso decisão maléfica? Ou então boazinha?

Creio que a tônica a ser refletida está justamente no outro nome da conhecida brincadeira: verdade ou desafio. E o desafio que me reporto brevemente é quanto a ser e não somente estar. Quanto ao sendo de trilhar e palmilhar os valados da vida sem dúvidas e com o ímpeto de assumir nossa identidade tão própria, e reafirmar nossa essência tão necessária.

Outro ponto que me traz a reflexão é a disposição do círculo para tal brincadeira.

A disposição assim nos faz olhar apenas e repetidamente na forma geométrica ali disposta. O olhar além não é explorado por conta inclusive da brincadeira em si.

Trazendo para nossa vida de adultos, duas sucintas pausas em nosso pensamento. A primeira refere-se a permanecermos em círculo. Quantas vezes andamos em círculos na nossa vida, sem sequer sair do lugar?

Parece que a garrafa da vida gira também em círculos e dispõe apenas as opções ali presentes, nada mais restando além. Parece que não há um referencial decisório para a mudança e para o explorar o novo necessário. E esse novo não digo com relação a cronologia da idade, me refiro a oportunidades à vista e as criadas e encontradas.

É certo que nunca conseguiremos resultados diferentes ao fazermos sempre a mesma coisa, do mesmo modo e da mesma maneira de enxergar os fatos.

E o segundo ponto a ser refletido faz retornarmos ao início dessas linhas reflexivas, onde o teor da brincadeira pueril soa como um alerta a nós adultos.

Desafiador a cada novo dia assumir nossas mazelas, nossas fragilidades e nossas reais necessidades. Andar e limitar a vida em círculos é o mesmo que obstruir a visão de algo além. Fazendo assim, estaríamos tolhendo também os propósitos de Deus a cada um de nós e também os propósitos firmados e almejados em nosso íntimo.

E por fim, questiono de modo pueril com solicitação de uma resposta a mais amadurecida possível a cada um de nós: verdade ou consequência? Eis nosso desafio!

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