Livros e Resenhas-Sede como o sândalo!

Originalmente da Ásia, uma árvore que foi considerada como propriedade nacional entre os indianos e que só pode ser cortada quando com idade superior a trinta anos, justamente no momento que começa a morrer.

Mas ainda que venha a sofrer o corte do afiado machado nas mãos do lenhador, essa árvore fumega com uma facilidade que exala seu doce aroma e perfume tão agradável que é usado em rituais hinduístas e na Índia é considerada sagrada por seu teor espiritual a eles.

Interessante que é uma árvore resistente a fungos e insetos e sua madeira é dura e quando seca, não racha. Usada para fabricação de óleos essenciais, perfumes, pigmentos ou cosméticos.

O rei Salomão  ao receber a visita da rainha de Sabá que fora testificar do reino e riqueza do herdeiro do trono do rei Davi, teve entre suas ofertas, amostras do sândalo que serviu para confecção de móveis e instrumentos como harpas e alaúdes na ocasião.

Vale mencionar o teor do lenhador ao trabalho de cortar tal árvore. Esse processo de corte, tão costumeiro ao lenhador, carreia neste caso, uma notoriedade oportuna a nos ensinar quanto a quando sofre o tronco o corte profundo do machado.

Exala uma fragrância que perfuma o machado e inebria o lenhador, pois seu perfume é contagiante. Curioso tal fato dentro da natureza que muito tem a nos ensinar nas nossas relações do cotidiano.

Primeiramente, assim como essa árvore, somos convidados a com a mesma firmeza, resistir ao tempo e ainda que venhamos a secar, não racharmos por si só. Manter-nos firmes,  com nossa essência literalmente no interior.Suportando as agruras da vida.

Conseguinte, ainda que venhamos a sofrer o corte do machado, que exalemos o perfume ao que nos fere, assim como o sândalo. Quantas vezes intentamos revidar com a mesma moeda, tipo dando o troco de modo veermente e agressivamente?

Por fim, será que como o sândalo, que perfuma o machado que o fere, estaríamos deixando nossa essência de melhor àquele que nos feriu com palavras, ações ou comportamentos induzentes aos demais?

Finalizando, poderíamos testificar que tal árvore não ofusca seu aroma ao redor, ainda que quando cortada. A mesma não fica seca tão facilmente, pois o tempo de sua existência não  condiz com a fragilidade que a vida e os homens lhe acometem.

Uma frase de autoria desconhecida soaria bem nesse contexto: “sede como o sândalo que perfuma o machado que o fere”. Em outras palavras, abençoe aquele que te fere e corta no seu interior.

Dê seu melhor àquele que te persegue e outrora incompreende sua essência. Sede notável ao redor. Que sua essência seja o que exalará de mais marcante para com aquele que te cercar e por ora vier a te ferir. Sede como o sândalo…sempre!
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