Deparei-me com essa frase e comecei a refletir na sua profundidade e verdade a nós, que vivemos o amor.

 

Será que de fato não conseguimos dizer adeus?

 

Cada vez mais creio que há momentos que isso acontece sim em alguma fase de nossa vida.

Quando ainda há um sentimento em ambos os corações, contido pelos medos e receios das tentativas no terreno do amor que nos inebriam racionalmente, podemos nos surpreender não querendo dizer adeus… Na verdade, não dá para fazê-lo… Faltam-nos as palavras, pois estas serão nossas traiçoeiras vilãs.

 

Daí, agimos impulsivamente, querendo apagar tudo aquilo que nos trás à memória do coração aquele (a) ao qual amamos. E dá certo assim fazer? Lógico que não!

 

Quando remendar tecido velho em peça nova foi o certo? O tecido está velho… Precisa ser trocado por peça nova, pois já está “puído” e romperá. E é assim com o sentimento que ainda está armazenado em nosso íntimo. Queremos trocar, mas nem sabemos como começar. Falta-nos coragem, pois ainda estamos transbordando de amor… Contido, obstruído por nossos erros, anseios não realizados e medos da felicidade. Mas quem não erra? E a quem não é permitido perdoar a si e ao outro?

 

Felicidade assusta. Amor assusta. Não ilude quando é amor, do contrário é paixão e passageira. Amor  age intensamente, por isso assusta quando chega. Amor demora quando de verdade e intensamente. Assim como a ausência do adeus. Não se consegue. O máximo alcançado por ora é apagar da frente dos olhos o que lembra o (a) amado (a). Mas inútil fazer a varredura externa aos olhos, se no coração ainda há o sentimento.  Um sentimento tão bom…

 

Não conseguimos assim dizer adeus…

Talvez, se ambos permitirem, o silente tempo contribuirá. Mas nesse momento as palavras seriam tão reveladoras… Tirariam tantas interrogações nos corações e dariam as certezas do que de verdade precisaria ser feito.

 

É necessário ambos desejarem partir e dizer adeus… Primeiro para o coração e depois para o mundo de fora do amor. Amadurecidos se encontrarão melhores contribuintes para outros humanos que atravessarem seus caminhos e se acharão na completude esperada para um novo amor se assim permitirem.

 

Se ainda assim, não conseguirem dizer adeus, o desafio será dar uma nova chance para o amor e trocar o adeus  pelo verbo recomeçar. Um doce recomeço, como se fosse a primeira vez. O amor merece recomeços e novas oportunidades.

 

Lembro-me de uma bela canção “Love Is Not a Fight” – traduzindo “O amor não é uma luta”, tema de um filme, onde o amor estava em jogo e o adeus latente. Do inglês alguns versos traduzidos: “Amor não é um lugar, para ir e vir quando quisermos, é uma casa que entramos e nos comprometemos a nunca partir” e ainda cito outro trecho: “No meio de uma guerra, se nós tentarmos sair, que Deus envie anjos para guardar a porta. Não, o amor não é uma luta, mas vale a pena lutar por ele”.

 

Assim, ainda sou favorável que havendo vontades e possibilidades dialogadas, que a luta não seja para dizer adeus e sim, dizer ao amor: lutaremos por você… Juntos!

Escrito por: Fabiana Colimoide

 

 

 

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