Livros e Resenhas-Faça como fazes a uma pasta de dente

Interessante quando estamos na iminência de cumprir votos matrimoniais, quando na condição de nubentes, parece que a ficha começa a cair para algumas expressões populares sobre a relação a dois que começa a fazer efeito na nossa mente.
Coisas do tipo: quando se casa, divide-se tudo, como pastas de dente e até as escovas. E eu parei a refletir nesse sutil detalhe que acompanha-nos na condição de dividirmos um teto, uma cama e a pasta de dente.
Em tempos de economia, desde pequenos, somos incentivados a aproveitar ao máximo o creme dental que ainda está num tubinho que fica amassadinho e até, digamos “as mínguas” e tudo que ali estiver, tem que ser extraído e usado, literalmente!
Apertamos tanto o tubete, passamos algum material firme a ponto de alisar do final ao bocal do mesmo para que seja extraído o último resquício do creme dental. Coitado desse tubete! Tamanho o aperto que sofre em nossas mãos!Valha-nos economia!
A questão é que não desistimos de uma pasta de dente!Queremos aproveitar ao máximo o que há ali. Tiramos o supra sumo, sabe? Coisas que algum dia, um de nós já se viu praticando. E quando se fala entre os casais, isso acontece mesmo.
Mas, trago-vos a reflexão o ato não da economia que nos impulsiona a assim agir com uma simples pasta de dente, mas a persistência por ela. Um mero creme dental, com seus componentes que prometem clarear os dentes e proporcionar hálito fresco.
Essa persistência nos remete a relação a dois. Em especial, aos casados, enamorados, amigos tão somente, familiares. Quanta das vezes somos surpreendidos desistindo das pessoas ao menor sinal de que houveram negativas, desentendimentos ou deitados por terra as expectativas de alguma mudança ou progresso, retorno e afins?
A verdade é que desistimos muito mais rapidamente de nossos interesses ao menor sinal de dificuldade. Desistimos mais rapidamente das pessoas e das relações e até de nós mesmos. Somos tão fracos a nós mesmos. Criamos gigantes internos e esquecemos que podemos nos apoiar na vida nos ombros dos mesmos gigantes que temos no íntimo e avistarmos o belo horizonte além.
Fragilizamos-nos ante os insucessos e falhas pessoais. Não nos perdoamos e assim, nos enquadramos como os mais cruéis algozes. Algozes de nós mesmos. Interessante, não?
Porque nos martirizamos tanto ao ponto de não ponderar e recomeçar? Dar uma nova chance. Não temos empenho tamanho como temos com uma simples pasta de dentes. O caminho da persistência parece tecer mais espinhos do que o do fracasso.
E por falar em fracasso, cada dia mais é notório que o fracasso nos ensina mais lições do que os sucessos alcançados. Olhar para as adversidades como oportunidades é um ensino a ser executado…dia após dia.
E finalizo com uma alusão de volta ao fato de não desistirmos como não o fazemos a um simples creme dental. Necessário se torna o ato de extrair ao máximo de nosso interior a força e determinação ante os insucessos. Vantajoso será buscarmos até o último resquício das esperanças nas relações interpessoais para que se mantenham.
Vital será não desistirmos de nós mesmos, aprendermos a nos perdoar. Visão macro ante o micro de tantas falhas que na condição de humanos somos e nos encontramos. E agradecermos a despeito de tudo isso, sejamos gratos a Deus por nos conduzir. Pois Ele não desiste jamais de nenhum de nós. Ao contrário, parece que como com um creme dental, Ele extrai tudo que houver em nosso interior para ser útil ao redor.
Na verdade, Deus não somente extrai, mas conserva, mantém e restabelece novos tubetes de forças para que sejamos mais do que vencedores por meio dEle.Ele vê o melhor e transforma o que temos de ruim aos nossos olhos em bênçãos se tão somente permitirmos.Ele sempre estará conosco e poderemos todas as coisas nEle que nos fortalece. Não desista de nada, absolutamente nada, como o fazes a uma pasta de dente. Repito, não desista.

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