Livros e Resenhas-É Páscoa!

Comercialmente rentável a ocasião. Religiosamente respeitado tal dia em questão. Socialmente comemorado com figuração de coelhos que colocam ovos de chocolate! Mas em todas essas nuances a significância da palavra Páscoa, nos remete a reflexão.
Páscoa é a comemoração da ressurreição de Cristo ao terceiro dia após sua crucifixão e é a celebração do encerramento da semana santa. Mas o que não popularmente é avaliado é o contexto que fora instituída ao povo no passado e que hoje ainda a nós tem significado.
De origem hebraica, “pessach”, essa palavra é também encontrada com dois significados inclusive no inglês, onde poderemos dizer: “easter” ou “passover”. A diferença entre essas duas está na tradição religiosa, onde “easter” é usada para celebração entre os cristãos (onde a ressurreição de Cristo rompe e vence as cadeias da morte para que pudéssemos ter vida eterna) e comercialmente também, onde se vendem ovos de chocolate com alusão a páscoa com um significado puramente financeiro e satisfatório ao apetite.
Já “passover”, cujo significado está atrelado a “passar por cima”, está mais ligada à páscoa judaica, onde o povo hebreu é marcado pela sua saída do Egito sob a liderança de Moisés. Era período de escravidão e naquele tempo, Deus havia ordenado que as casas dos hebreus fossem marcadas com sangue de cordeiro nas portas, como sinal de que as pragas da morte dos primogênitos não alcançariam os fiéis entre o povo. Quando o anjo passasse naquela noite, as casas assim marcadas seriam literalmente passadas por cima e não sofreriam a morte.
Interessante que um cordeiro pascal era sacrificado para que houvesse o derramamento de sangue e remissão dos pecados dos povos. A morte seria necessária e o cordeiro imaculado era vital para concretização do perdão. Deus não fora sanguinário em nenhum momento, tampouco cruel ao derramar as dez pragas no Egito que estava ardilosamente longe da obediência a Deus e massacrava o povo hebreu. Fora um ato consequente das escolhas.
O curioso que nos intriga é a questão da libertação. Libertação da opressão e do domínio do mal. O ser humano tem como uma das necessidades básicas, o senso de pertencer a algo ou alguém. Isto o torna melhor e mais feliz. E Deus sabedor disso, no passado agiu assim com Seu povo, ao revelar que eles o pertenciam, pois cuidava dia e noite sem cessar e libertaria da opressão daquele povo mal do Egito.
Não vejo melhor significado da Páscoa entre todos os três que mencionamos nas linhas anteriores do que esse: senso de pertencer e ter com quem contar em dias de opressão e aprisionamento. Uma opressão grandiosa externa, com injustiças e dissabores e um aprisionamento interno de nossas lutas frenéticas com nossas emoções e tristezas nestes dias.
Saber que esse é o significado maior que a Páscoa nos trás, nos conforta e dá o alento para prosseguirmos ante as intempéries da nossa jornada. Como o povo do deserto, estamos passando por sequidão de justiça e amor nos corações e atos humanos e necessitamos liberdade de tanta luta travada.
Por fim, um cordeiro era necessário para o sacrifício e remissão dos erros. Cristo, foi o cordeiro imaculado e sem defeito que tomou nosso lugar e ao terceiro dia, ressuscitou para que pudéssemos escolher a vida na plenitude que Aquele que nos criou quer nos dar. Assim sendo, que tenhas uma feliz lembrança da libertação concedida a mim e a você. Não estamos sozinhos, jamais!

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