Um dia um menino perguntou ao seu pai na praia qual o tamanho do Deus que ouvia tanto seu pai dizer a ele… Seu pai sempre lhe falava que Deus era Seu Pai também.
Seu pai chamou o filho para abrirem um grande buraco na areia. Quando bem fundo, o menino foi pegar o baldinho e encheria com toda água ali. O pai observava tudo.
Sentou ao lado do menino ao final e disse: “Está vendo o mar? Toda a água ali? Esse buraco é a nossa cabecinha… e a água que você conseguiu colocar ali é como se fosse Deus”.
“Mas, papai! – interrompeu o menino – então não cabe Deus em nossa cabecinha! Ele é maior!!!”. “E o pai consentiu…” sim meu filho… “Deus é muito maior do que conseguimos perceber…” e ambos fitaram juntos abraçados o vasto mar. O pequeno no colo do seu pai e este firmemente a segurar-lhe.
Verdadeiramente, Deus é infinitamente maior do que conseguimos perceber e sentir.
Seu amor? Incomparável.
Sua fidelidade? Infindável.
Sua misericórdia? Renovável a cada manhã.
Seu interesse por nossos problemas? Totalmente interessado ao ponto de nos carregar no colo quando não conseguimos mais caminhar.
Não conseguiremos compreender tamanho amor e agir. Na crença de que não estamos sozinhos nas lutas diárias é que adquiriremos forças quando nossos pés vacilarem. Pois Ele é Meu Pai, Seu Pai; Nosso pai terrestre é um representante aqui nesta terra do Pai Celestial que temos.
Sim, indubitavelmente, Deus é Grande… Aliás… Muito Grande!E para ajudar nessa compreensão, basta procurar sentí-LO lá no nosso íntimo ao nosso tempo e modo.
Muita das vezes, poderemos enfrentar situações as quais incorreremos na dúvida de Sua presença em nossa caminhada. Não é fácil ver luz num túnel escuro, nas dores sentidas e nas frustrações vividas.
Prova disto são as inúmeras atrocidades que nossos olhos veem e ouvidos ouvem que ocorrem aos nossos pequenos, as nossas gestantes, aos nossos avós e também aos nossos indefesos animais.
E ainda assim, poderíamos questionar onde Ele está e até quando tudo isso acontecerá.
Tenho absoluta certeza que Ele não está cego e tampouco surdo ante tudo isso. Ele, na verdade, tudo vê e escuta e sempre age e faz Sua justiça. Não como nós, que somos falhos, mas do Seu jeito e no seu tempo. Ele é Um Pai de palavra. Cumpre o que diz.
Poderemos assim nos reportar àquela ilustração antiga e bem conhecida de que ao caminharmos na praia, quando sozinhos, nossas pegadas solitárias na areia revelarão o surpreendente: neste momento aparente de solidão e inquietações, estaremos com nossos pés suspensos por estarmos no colo de Deus que com Suas pegadas firmes na mesma areia da praia, estará a caminhar… Só que dessa vez… Sustendo-nos… Como sempre!Fazendo Sua justa intervenção.
Suas pegadas também revelarão seu amor. Um vasto amor que nos acalenta diante deste mundo tão extenso e injusto por muitas vezes. E ainda que o mar desta vida queira nos tragar, poderemos nEle confiar…sempre.
Como o pai naquela praia segurou seu filho nos braços, poderemos esperar atitude muito mais do que semelhante dAquele que nos criou e está profundamente interessado em nossa vida. Esse é o Deus Pai que se revela a nós, Seus filhos.

Texto escrito por: Fabiana Colimoide

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