Livros e Resenhas-Um de nós

A maternidade e paternidade transformam simples homens e mulheres em especiais pela capacidade de amar. Ambos se doam, permitem-se modificar de conceitos e prioridades ante a presença de um filho. Este na verdade, quando concebido e desenvolvido no útero materno, traz a mente e coração dos genitores todo um preparo para o recebimento após longos meses.
Um recebimento nos braços, mas, sobretudo num berço acolhedor, com um espaço reservado e decorado em cores de gêneros ou neutras, mas com muito capricho e detalhe que é projetado e dispensado financeiramente para que o bebê chegue e amado seja por tais atitudes também. Os pais anseiam dar o melhor aos filhos sempre.
Interessante que a criança que chega a este mundo, inocentemente nem faz ideia do esforço dos pais para que ela tenha um lugar para reclinar, brinquedo para se distrair e roupas para proteger do frio ou aliviar no calor. Os pais, estes sabem bem o que cada um dedica para ter através dos filhos gerados, a realização e apreço na prática.
Não raras vezes, movidos pelo amor, se sacrificam pelos filhos. Abdicam de vontades e vaidades para que a criança tenha a necessidade suprida. Verdadeiramente os filhos são heranças de Deus a homens e mulheres tão débeis no ofício da educação dentro de um lar. Uma educação para a vida.
Lembrança à mente trago de uma criança que também nasceu e viveu por breves trinta e três anos. O interessante é que ao nascer, ele não teve um berço programado e tampouco um ambiente aprazível longe de dissabores e presenças nada programadas de visitantes. Seu berço fora de palha, numa estrebaria e na presença de animais do local e seus costumes, além de reis.
Seus pais, muito humildes, não tinham muito recursos, tendo, contudo a dignidade que os enobreceram na sagrada missão de educação para um menino. Ele aprendera os ofícios com seu pai de carpintaria e trabalhava desde pequeno para auxiliar os pais. Tinha outros irmãos do primeiro casamento do pai, aprendera em meio aos adultos como se comportar.
Era estudioso e um bom filho. Sua mãe, simples e gentil, o educara para a vida e o mundo. E o que é isso senão o que os nossos pais fazem? Educam-nos para a vida e não egoisticamente para eles e suas vontades. Nossos pais aprendem a abrir mão por amor. Eles nos dão esse exemplo a todo instante. Moldam nosso caráter.
Naquela família não fora diferente. Sua mãe sabia que seu filho tinha um propósito neste mundo. Todos nós, na verdade temos propósitos a serem praticados e compartilhados. Ele andara com homens e mulheres da periferia, sem, entretanto se tornar um deles nas práticas ilícitas ou pejorativas. Ao contrário, praticara o amor abnegado sem preconceito a eles.
Ele lidou com adúlteros, salteadores, políticos, impostores, assassinos, ladrões e afins. Todos com suas marcas de transgressão. Mas em nenhum momento Ele os acusou. Ele os amou. Praticou com tanta veemência isso, como fruto do amor que tinha em Seu coração. Sua mãe tivera grande participação nesse processo e seu pai também.
Um homem se tornara de caráter nobre e exemplar. Trabalhou com doze homens e formou uma sociedade sem igual, que exemplifica bem o que é liderar e não chefiar somente. Alguns destes homens eram tão tempestuosos e inconsequentes, outros tão letrados e uns poucos tão humildes. Todos careciam de serem amados e Ele concedeu o amor necessário.
Fora acusado de mentiras, sofrera com blasfêmias e dissabores que homens com coração mau e egoísta são capazes de proceder. Mas em nenhum momento desviou o foco de sua missão de praticar o amor, perdoar e trabalhar com a humanidade falha e destituída de bondade natural no peito.
Esse Homem viera a morrer uma morte ingrata e num lugar onde não era para si. E em seu momento fúnebre, no momento que antecedia a sua morte, ali estava sua mãe. Ele descansara em paz e cumprira sua missão ao ressuscitar ao terceiro dia sendo o único a vencer os grilhões da morte para que a mesma humanidade que o crucificara tivesse a chance da vida eterna.
Jesus Cristo se tornou um de nós. Tornara-se um bebê nascido não em berço de realeza, embora seja O Príncipe das Nações. Vivera como carpinteiro, embora pudesse manter um cetro de ouro da nobreza que herdou do Seu Pai Celestial. E por falar em Pai celestial, este Deus deu Seu único Filho para que todo aquele que nEle crer, tenha a oportunidade de vida.
Esse é sem dúvida, o maior significado que as luzes natalinas traduzem. Essa é a melhor história que podemos guardar no coração. Deus se fez Um de nós. Passando por todas as agruras que passamos como homens e mulheres nestes dias árduos. Ele quis ser Um de nós. Ele quer estar no meio de cada um de nós. Ele precisa nascer cada dia no meu e seu coração.
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