Livros e Resenhas-Migalhas?

Interessante o agir dos pombos nas grandes praças públicas e telhados. Parece que estão sempre à espreita para recolherem as migalhas que caem ao solo. E como se contentam irracionalmente com estas!Parecem bastar para saciedade dos mesmos.
Não poucas vezes poderemos ter nos encontrado com pequenos miolos de pães ou alguns grãos de milho para jogar ao chão e observar o ir e vir das aves que avidamente buscavam o alimento para sustento. Eles voam alto, mas insistem em estar no solo.
E aí que entra nossa breve reflexão: semelhante às aves, temos nossas necessidades de alimento e sustento. São necessidades básicas e que nos acompanham ao longo de nossa breve existência.
Ter o que comer e onde permanecer parece ser tão primordial para nossa melhor qualidade de vida. E por falar em qualidade de vida, nossas escolhas são preponderantes para nosso curso de ser e estar feliz.
A dúvida é o que temos escolhido como nosso sustento. E não cabe aqui a tônica de alimentação como as fornecidas aos pombos nas grandes praças ou telhados. Mas sim, o que tem alimentado nossa alma.
E quando se fala de alma, envolve todo o ser, biopsicossocial, com mente e corpo, com emoções e razões. Com relacionamentos cada vez mais escassos, tipo as migalhas ofertadas aos pombos ávidos, podemos estar nos acomodando.
E sabe que às vezes nos contentamos com as migalhas a nós ofertadas? Parece que qualquer coisa basta. Não temos no íntimo as aspirações tão benéficas ao nosso desenvolvimento. Não queremos cultivar boas relações ou escolher grandes coisas.
E isso longe das ostentações ou caprichos, mas os sonhos e anseios são muito particulares e necessários a nós, seres humanos. Faz bem sonhar e melhor ainda, ter grandes aspirações, tanto no campo profissional, como também, pessoal, sentimental e até financeiro.
E concluindo, reitero que precisamos ser mais altruístas conosco mesmo, onde precisamos de ousadia associada a ímpeto de sonhar além do que vemos e sentimos, mas, sobretudo, não se contentando com as migalhas que sempre estarão a nossa disposição, muitas vezes em nossas mãos, recolhidas por nós mesmos.
Como os pombos, temos condição de voar mais alto, mas insistentemente queremos estar no chão, recebendo pequenas porções de migalhas e resquícios do que poderia na verdade, ser uma maior e melhor dádiva, do jeito que Deus anseia dar a nós, seus filhos.

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