Livros e Resenhas – Porque mentimos?

Já parou para pensar nesse questionamento?
Como nosso cérebro atua e interpreta nossas mentiras aos outros?
Não raras vezes nos encontramos omitindo alguma informação e na grande maioria, por um sistema de defesa quase que inconsciente.
O grande problema de não ser verdadeiro envolve ter que ser “verdadeiro” ao que sustentou como verdade, embora, seja uma mentira.
Outras vezes a mentira poderá estar sendo uma rota de fuga para não quebrantarmos nosso orgulho e egoísmo e isso nos faz mal a cada vez que for praticado, embora não percebemos isso de imediato. E será que somos mentirosos?

Mentir é uma habilidade inata do ser humano. Estudos realizados pelo psicólogo  Robert S. Feldman, da Universidade de Massachusetts, décadas atrás já revelavam uma verdade da mentira existente em nossa prática: “as mulheres pareceram mais propensas a mentir para fazer com que o desconhecido se sentisse bem, enquanto os homens mentiram mais para se valorizar”.

Isto entra de encontro com as tamanhas ilusões que as mulheres muitas das vezes se encontram, inconscientemente, como as paixões ilusórias e não correspondidas, por exemplo. Parece assim que faz bem sonhar dessa forma. E em contra partida, os homens quando sofrem algum ferimento a sua honra e ego, por conduta de orgulho, tende a mentir visando se valorizar frente ao redor, como por exemplo, assumir que está em algum relacionamento, sem estar, apenas para demonstrar que não está sozinho ou sofrendo.

Mentimos tanto pelo simples motivo de funcionar. Mentir ajuda-nos a nos sobrepor aos demais, ainda que afirmemos que não é nossa real intenção. Tendenciosamente queremos pela lei da sobrevivência, de verdade: sobreviver. É como uma defesa nossa.

Mas questionável tornam-se dois pontos cruciais: Primeiramente se mentir, ainda que num ato de sobrevivência, seria um modo de viver de fato, pois na mentira há a sustentação de algo nada real e verdadeiro. Viveríamos no sentido de mentira a nós mesmos, que é o pior de todas as realidades que incorremos de sentir. Com máscaras nos posicionando seguimos na caminhada da vida e uma vez não ousando a transparência nas relações, nas nossas ações e palavras, não seremos felizes.

A felicidade é uma necessidade do ser humano que merece ser compartilhada quando na sua plenitude. E estaríamos felizes quando não verdadeiros ao redor e, sobretudo a nós mesmos? Até quando sustentaríamos as mentiras proferidas por nossos lábios?

Conseguinte, far-nos-ia bem a reflexão da importância de ser verdadeiro, ainda que incorrendo o risco de rejeição ou má interpretação alheia. Precisamos ser mais corajosos e invariavelmente verdadeiros com as pessoas e sumariamente conosco mesmos.

Por certo, ao agirmos assim, a probabilidade de uma vida vivida em sua intensidade verdadeira, fugirá das nossas mentiras inconsequentes. Mas não esqueçamos jamais: a escolha pela verdade é a mais sublime decisão que podemos optar a cada dia, ainda que em meio a inúmeros riscos, sobretudo, de termos que andar na contramão do mundo.

Precisamos nestes dias volúveis, de homens e mulheres que optem pela verdade, ainda que caiam os céus. Nosso cérebro precisa da prática de nossas ações para por meio da repetição frequente. Saber como falar as verdades a nós e aos outros será muito mais relevante do que apenas falar. Não é o que se fala, mas sim como é falado.

As verdades precisam ser ditas e vividas, mas com o equilíbrio de não serem meias verdades, pois serão no fundo, mentiras completas, ainda que inconscientemente dentro de nosso cérebro e podem nos aprisionar ao invés de sermos livres… Verdadeiramente.

Livros e Resenhas

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