Livros e Resenhas – Usando reticências…

Na forma correta da escrita, a pontuação é uma ferramenta que deve ser muito bem empregada, para que quem lê entenda a intenção do autor, seja de uma pequena frase ou de um capítulo de um delicioso livro!

Entre todas as opções de pontuação, ressalto brevemente aquela que é usada tanto para interromper um pensamento quanto para dar continuidade ao mesmo. Tem ainda seu uso associado a certa hesitação em escrever ou revelar algo a outrem.

Parece que não somente na escrita que nos posicionamos de modo um tanto reticente. Acaso estaríamos com receio de escrever demais ou que o outro entenda em demasia? As frases possuídas de reticências poderiam ser mais bem observadas então, pois surpreendentes serão as revelações.

Essa tal hesitação de quem escreve para com quem lê, poderia ser associada a uma timidez por não querer revelar-se, ou d o contrário, pois poderia ser um medo de que o outro se revele com base na nossa escrita.

Mas voltando à pontuação em si, usar reticências na escrita poderá ser associado ainda a uma pausa para que o outro entenda o que está sendo ali transmitido. E assim, reitero a questão de quantas vezes somos reticentes para com o que queremos expressar de verdade!

Escondemo-nos, não somente nas reticências da frase, seja no meio ou no fim, mas nos acobertamos no ponto final, nas interjeições ou até mesmo no ponto de interrogação, onde oferecemos uma dúvida ao outro. Em todas as ocasiões, há algum tipo de sentimento envolvido.

Cada dia mais temos déficit de comunicação. Mal externamos nosso sentimento que deveria ser empático e altruísta para o outro, pois temos medo de sermos mal interpretados. De que o outro se apaixone pela nossa maneira bondosa de tratar.

Inúmeras pessoas carecem de afeto, e não deveria ser pelo medo de que ocorra uma interpretação equivocada que deveríamos nos privar de transparecer nossas ideias e concepções, sem receios de que o outro não entenda.

Por certo, somos responsáveis pelo que o outro entende, uma vez que não é o que falamos que fará a diferença, mas como falaremos. E em todas essas oportunidades precisamos pontuar melhor nossas relações.

Relações que necessitamos perdurar, pois ninguém é um ponto final em si mesmo. Precisaremos sempre exclamar o quão importante o outro se faz na nossa caminhada. Questionar se não compreendermos o outro e a nós mesmos.

E por fim, se tivermos necessidade de usar reticências em algum momento de nossa existência, que façamos com a moderação necessária, sem hesitarmos em dividir o que há de melhor em nossa essência. Todos serão beneficiados na norma das relações interpessoais.

Você é uma reticência? Sabe fazer bom uso dela, quer na conversa, quer no comportamento?

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