Apenas ímpar – Livros e Resenhas

As aulas, enquanto juvenis, nos lembram da importância dos números, suas paridades e singularidades, até mesmo quando ímpares. Em se tratando então dos números primos, onde estes se tornam  divisíveis apenas por si mesmos e pelo número um, aí sim mais nos impressionam.

Aprendemos as adições e subtrações, bem como as divisões e multiplicações. Aulas saudosas, onde aprendemos a importância das divisões bem simples, das multiplicações relevantes e dos números que requerem inicialmente serem ímpares com evolução para as formações de pares.

E a questão dessa singularidade dos números ímpares é o que eu torno relevante em reflexão alusiva a nossa efêmera existência relacional.

Queremos por inúmeras vezes, não somente por vontade própria, mas muitas  vezes por incentivo externo, social e financeiro estar em pares, antes, contudo, de sabermos a estar ímpar.

Associando à ímpar condição a nós reservada em algum momento da vida, é fundamental saber ser ímpar, a despeito de todos os desafios antes de suprirmos a nossa necessidade de ser par. Par de outrem. Par para outrem. Feliz com outrem. Talvez inicialmente um número primo, que se divida em si mesmo e somente com o único número um.

Enquanto não soubermos estar e ser feliz na condição ímpar, não seremos bons pares. Pares que somarão e saberão multiplicar. Pares que dividirão e diminuirão tudo o que maléfico for dentro da relação emocional que numericamente se espera.

Aprender a viver, ainda que um numeral ímpar e primo na origem,  é decisório para, inclusive, encontrar um par e ser encontrado por um par. Parece que enquanto ansiamos avidamente ser par a outrem, mais vulnerável nos encontraremos. Talvez estejamos em pares por não querer ser e estar condicionado a ímpar dentro de uma sociedade exigente e com padrões que sugerem que a felicidade está condicionada a ter alguém.

Mas, pouco é refletido no que concerne a ser alguém antes de estar com alguém. Necessário um amor próprio que difere daquele que se divide alheiamente.  Prudente respeitar a condição ímpar que todo ser humano carrega no íntimo. Vital ser ímpar completamente para então se tornar, de modo maduro e saudável, um par de verdade.

Certamente a felicidade será mais duradoura e plena. Que tenhamos a coragem de ser um número primo em toda a sua divisão em si mesmo e fielmente a um único número: um. Apenas ímpar… Só isso!

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