Livros e Resenhas-Não espere por flores

Gosto de frases e pensamentos de Shakespeare. Sinto muita sensibilidade nas suas reflexões. Dias desses li o seguinte pensamento: “Plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.E você aprende que realmente pode suportar, que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar em não poder mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida”

Ao longo de nossa vida poderemos nos encontrar em situação de decepções e tristezas diante de tantos desafios e lutas. Cremos que as pessoas nos proporcionarão respostas as nossas expectativas, retribuirão o que temos feito a elas e agirão melhores do que nossas atitudes.

Ledo engano. Como fel desce em nosso interior na grande maioria das vezes e amargosa é a sensação de que nunca receberemos do mesmo modo que doamos. Ora melhor, ora bem pior, sem meio termo neste quesito.

Mas porque deveríamos ainda assim prosseguir em fazer com o outro o que gostaríamos que a nós fosse feito? Simples: porque far-nos-à bem, ainda que os resultados digam o oposto. Fazer o bem, sem olhar a quem e o que receberemos é uma necessidade. Sim, questão quase de sobrevivência numa sociedade descartável.

E aí, chego ao que Shakespeare cita logo no início desta reflexão: não devemos esperar a oferta das flores por outrem, mas precisamos cuidar do nosso jardim. E para quem já teve o prazer de cuidar de um jardim, plantar alguma plantinha, observar o desenvolvimento e ter inclusive que podar, sabe bem do que eu me refiro.

Há desenvolvimento, há crescimento e há amor envolvido. E quanto a este último, é o combustível que deve nos impulsionar a continuar a viver, a despeito de vissitudes, idiossincrasias e decepções infindas.

Ainda que não tenhamos oferta farta de flores por aqueles que ao nosso redor temos contato, os quais doamos um pouco de nós mesmos, ainda assim, precisamos prosseguir, cultivando nosso solo sagrado que é nossa alma. Cuidando das arestas do nosso coração e da nossa mente para termos longevidade de vida e nossas emoções são importantes nesse aspecto.

As borboletas me encantam, não somente pela metamorfose que nos ensinam serem necessárias para que sejam borboletas, mas pela graciosidade de sua existência ao redor. Quanto a elas, Mario Quintana disse: “O segredo é não correr atrás das borboletas… é cuidar do jardim para que elas venham até você”.

Que cuidemos de nosso jardim interior. Que ofereçamos as flores ao invés de querer recebê-las. Que nosso sorriso alcance a alma alheia e que nossa bondade exceda o egocentrismo preponderante nos corações. Que compartilhemos as dádivas de Deus com gratidão e senso de que vale a pena ser diferente.

Por fim, reescrevo um pensamento que li e de autoria desconhecida: “Dê flores, encante com seu sorriso o mundo. Revele tua alma no olhar, sem medo de se revelar. Cale o mundo com atitudes nobres, seja o perfume, embale vidas com teu andar”. Eis aqui um grande desafio para homens e mulheres chamados a nobreza da humanidade necessária para nosso tempo.

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