Sinopse:

Conheça Ed Kennedy: Taxista, patético jogador de cartas, um desastre no amor. Mora numa casinha alugada com seu cachorro viciado em café e está apaixonado pela melhor amiga. Seu dia-a-dia é uma rotina de incompetência, até que, sem querer, impede o assalto a um banco. Então recebe a primeira carta: um Ás. É quando Ed se torna o mensageiro… Escolhido para socorrer, ele segue seu caminho na cidade ajudando-e machucando (quando necessário)- até que resta apenas uma questão: Quem está por trás de sua missão? Eu sou o mensageiro é sua jornada enigmática repleta de humor, socos e amor.

 

As miEu sounhas primeiras impressões sobre este livro foram que o começo  dele me lembrava muito ao seriado americano, Early Edition – Edição de Amanhã (1996-2000), seriado este ao qual eu gostava muito.

Eu sou o mensageiro é um livro que fala sobre como vivemos  em uma sociedade sem  afeto, amizade, carinho, amor, respeito e esperança. Markus  Zusak nos apresenta uma trama espirituosa, cheia de semelhanças com a nossa sociedade , Zusak consegue criar uma estória  viciante e cativante, e mesmo que em alguns momentos  você possa não entender algumas mensagens ou achá-las superficiais e pouco exploradas  em comparação com as outras mensagens do livro,  Zusak nos mostra o quanto nós seres humanos nos afastamos uns dos outros, o quanto nós perdemos a esperança, a fé , os motivos de viver, a amizade, o altruísmo entre tantas outras coisas.

A narrativa em primeira pessoa é essencial pois assim o autor nos mostra  que  o protagonista Ed é um cara comum, que não quer muito da vida. No inicio do livro eu esquecia que ele era apenas um jovem de 19 anos, pois ele é um cara tão sossegado e sedentário  e um jogador de cartas que chega até a parecer que ele é um homem de meia idade, por vezes eu me perguntava se ele era um jovem ou um cinqüentão de barriga gorda que só quer saber de  ficar de boa.

Ed em nenhum momento fica chato ou estereotipado, pois, como já disse, Zusak consegue  fazer com que seus personagens  fiquem críveis. Ed consegue ser cativante até em sua preguiça e falta de esperança da vida. Zusak consegue trazer  também personagens coadjuvantes excelentes e  ao mesmo tempo intrínsecos. Um belo exemplo de ótimo coadjuvante é  o cão do Ed, o Porteiro, o cachorro mais fedorento  do mundo e que por incrível que pareça tem 17 anos. Isso mesmo o safado tem 17 anos, é um tremendo de um preguiçoso viciado em café! Temos também a Audrey, o grande amor de Ed: Audrey é uma personagem muito na dela e que não gosta de demonstrar seus sentimentos. Ritchie outro amigo de Ed, é um cara sossegado que não trabalha e ainda recebe seguro desemprego e por último vem o Marv o amigo mais antigo de Ed. Marv é um cara sossegado na vida e tem um carro que é uma velharia  e ainda por cima não suporta o Porteiro. Além dos amigos temos a mãe do Ed, Beverly, uma mulher de meia idade muito estressada e boca suja e que tem ressentimentos por Ed.

porteiroA desenvoltura  e o desenrolar da trama é  instigante pois  a todo momento você quer saber quem é que manda  as cartas.

Apesar de tudo  Ed ainda arranja tempo para trabalhar como motorista de táxi  e tentar decifrar as cartas e, depois de um tempo, faz isso de bom grado e  começa a perceber que ele é um tipo de mensageiro que ele precisava enviar as mensagens para as pessoas.

Com o passar dos capítulos a ansiedade aumenta, porém Zusak sabe criar mais estórias e mais mensagens. Ele consegue ponderar a trama  entre á emoção e a monotonia,  o amor e o humor .

Zusak prende o leitor do começo ao fim e consegue criar um tipo de tensão ao fim  do livro. Zusak  deixa  pistas invisíveis  e que só na concluso do livro elas se tornam óbvias.

O  final do livro é de certa forma  angustiante, as surpresas finais do livro são de deixar o leitor boquiaberto  e  até confuso, pois o autor nos dá as respostas que queremos, porém não explica quem é a pessoa que nos da as respostas (cara quem é aquele cara) porém isso de certa forma é um êxito pois você fica pensando  muito, mas muito mesmo sobre o final do livro .

Em nenhum momento no livro eu fiquei incomodado com algo.

Minha  nota: Eu dou um 10.

Resenha escrita por: Marcos Vinícius

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