Blog Livros e Resenhas – Entre o Sol e a Lua/Fabi Colimoide

A lua é o único satélite natural da Terra e o quinto maior do Sistema Solar. Tem suas belíssimas quatro fases outrora cheia, minguante, nova ou crescente que com suas peculiaridades nos remetem a manias como cortes de cabelo, dores do parto, plantios ou instabilidade de humor. Enfim, cada momento desse satélite pode nos contribuir em breves reflexões de nossa momentânea vida cheia de fases também.
Por inúmeros momentos, como humanos que somos nos encontraremos em fase minguante, com dissabores que não esperamos e nos tornam mais introspectivos para reflexão de decisões e escolhas. Conseguinte, poderemos estar em uma fase crescente, cheia de novas percepções e determinações, com consciência das consequências de nossos passos. E o que falar da nossa fase cheia? Aquela fase em que outrora estaremos cheios de nós mesmos ou cheios de gratidão. Polos opostos de sentimentos, uma vez que a gratidão nunca encontra espaço no coração cheio de si. A humildade precederá sempre a honra. E como faz bem agradecer inclusive pela dádiva da vida que pulsa em nosso coração e pelas pessoas ao redor!
E ainda sobre nossas fases, a nossa vida também agrega a fase nova, com o doce sabor do novo e do desconhecido. Das grandes amizades e de um grande amor. Que apaga os velhos que podem nos entristecer somente de pensarmos. Por isso, precisamos recomeçar a cada novo dia, olhando com olhos de uma crença naquilo que nos impulsiona a viver com nossas essências e compartilhando as mesmas com as pessoas ao redor. Faz bem fazer o bem.
Mas ainda quero refletir sobre o astro Sol, que é a estrela central do Sistema Solar e que emana a luz solar principal para a Terra e a nós, seres humanos. São através de seus raios que a vitamina D é sintetizada e contribuinte para nossos ossos. Cheio de tantos benefícios que os biólogos e astrônomos entendem com mais propriedade do que eu.
E sabe o que mais destaco entre esses dois astros celestes? É a maestria de ambos entre suas particularidades no simples intervalo entre eles. Sim, entre o Sol e a Lua temos tanto a aprender. O Sol, muito embora seja dono de uma luz própria, procede humildemente sua saída de um findar de dia para que a Lua, em sua simplicidade apareça. E o interessante é que esta última não tem luz própria. A cada dia, o sol desponta ao horizonte, revelando-nos que estará sempre ali, ainda que as nuvens densas apareçam e podemos ter essa nítida certeza, quando em viagem de avião, se nublado há no solo ao avião partir, podemos ver o astro rei lá sobre as nuvens. Ele sempre estará lá, ainda que timidamente.
Já a Lua, revela-nos sua inebriante beleza, a cada fase, a cada noite. Inspira-nos a escrever, a falar e, sobretudo a amar. Amar sem reservas, sem medos e sem caprichos e vaidades que a idade nos aprisiona se assim permitirmos. Aliás, nossas vaidades podem nos afastar dos outros ou nos tornar vistos pelos outros como indignos e orgulhosos. Na verdade, dignos de pena e de nossas preces. Não valem a pena perder tempo com orgulho, raiva, mágoas e infelizmente prepotência.
Sejamos como ambos os astros. Simples, sabedores de sua participação ante o universo e todas as demais estrelas e planetas. Que ousemos contribuir a despeito do brilho alheio. Que aceitemos nossas fases e as fases dos outros, pois a tolerância é uma necessidade em tempos de guerras. Guerras por falar mais alto, por ter mais prestígio, por ter mais razão.
Por fim, concluo com uma realidade sentida em alguns corações. O Sol brilha a despeito de qualquer empecilho. Ele contribui para outros ao seu redor. A Lua, esta aparece, sabedora que a luz que tem não é sua, mas ela permite-se assim ser um meio de que a mesma luz ilumine a vida, a mente e principalmente o coração.
Entre o Sol e a Lua, há um intervalo que podemos tratar como tempo. Tempo de escolhas, de decisões, tempo de oportunidade de vida e destacaria, tempo de plantio, poda e colheita. Uma vida em abundância e com compartilhamento ao redor de tudo aquilo que a nós foi confiado. Partilhar o bem sem olhar a quem, ainda que ao nosso inimigo. E verdadeiramente, que tenhamos a coragem de amá-los como se fossem nossos maiores amigos. Nada utópico, mas que faz bem ao nosso débil e falho coração.
Ousemos plantar nos corações a luz e a beleza que irradia de nosso íntimo, sem reservas, sem pudores ou medos. A vida é curta, bem menos que um intervalo entre o Sol e a Lua e por isso, requer a intensidade de saboreá-la. Assim como ambos os astros aqui mencionados, nada levaremos deste mundo, somente nosso caráter. Poderemos deixar muita coisa nos corações alheios e que sejam, sumariamente, coisas boas, frutos de plantações, podas e colheitas fartas. Ambos os astros, sabem a tolerância do tempo entre eles para a contribuição neste planeta.

Texto escrito por: Fabi Colimoide.

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