Dia de grandes homenagens… Flores, cartões, doces, mimos e até intimidades revigoradas pelo dia em questão. É assim que se enfatiza o dia dos namorados uma única vez ao ano. Mas dia dos namorados é todo dia, né? Mas, para somente aqueles que namoram?

 

Namorado (a) vem de aquele que você namora aquele que você passa a vida toda, aquele que além de ser namorado, é seu melhor amigo… Enfim, não se trata de um momento apenas e sim, uma trajetória. Logo, não são os namorados que devem somente brindar neste dia…aliás, que não deveria ser mencionado em um único dia específico.

 

Mas pouca ou nenhuma alusão é feita àqueles que esperam pelo amor. Por que será? Como viver enquanto o amor não vem?

 

Amor tem uma dimensão muito maior do que palavras, gestos e momentos. É um conjunto de tudo isso e mais um pouco.

 

Enquanto ele não vem, far-nos-ia bem refletir no princípio do amor: dar sem esperar nada em troca, desinteresse, entrega sem reservas…

Só podemos assim proceder, se tivermos o mínimo em nós, certo?

 

Ninguém dá aquilo que não tem.

Uns estão tão vazios, que necessitam precipitadamente do outro, como um processo de simbiose… Algo por hora, extremamente carente…

 

Infelicidade se terá ao mendigar o amor… Pois um sentimento tão nobre e puro, originado no coração dAquele que nos criou, precisa ser vivido em nós, em primeiro lugar.

 

Amor próprio é o parágrafo inicial de um grande texto com parágrafos curtos ou longos, vírgulas, ponto final, interrogações, mas também exclamações, além de recomeços!

 

Ame-se intensamente, profundamente e absurdamente… E depois… Doe-se… Não ao ponto de se esvaziar, mas ao ponto de se permitir complementar e completar o outro… E que seja todo dia esse fascínio do amor, aos solteiros e aos namorados!

 

Não seja por metade e sim seja inteiro, integro e completo. Sim, completo. E quando se fala assim, far-nos-ia bem refletir na completude que estamos permitindo ter, pois isto envolve coragem para assim proceder. Necessário abrir mão de nossas comodidades e manias, pois ao nos relacionarmos com o outro, o amadurecimento é inevitável. Estaremos sem máscaras.

 

Mas o maior relacionamento que poderemos desenvolver é o conosco mesmo. Envolve superar as inquietações latentes do peito ante a espera e desviar a atenção ao que as pessoas se preocupam, pois há tantos preocupados com a solterice… Chegando a ser uma indelicadeza. Na verdade, até para assim vivermos, é necessário remoção da nossa máscara, estando em plenitude da felicidade. Ficar de cara limpa por dentro e para fora. Isto nos alicerça melhor enquanto o amor não vem.

Texto escrito por: Fabiana Colimoide

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