Descartável é algo que se usa uma vez e joga fora. Talvez pelo senso de inutilidade outrora presente ou porque não mais atende aos anseios pessoais… Enfim… A mesma coisa: senso de valor depreciável.

 

Sexo por sexo pode entrar neste conceito. A “amizade colorida”, onde tudo é insaciavelmente satisfeito, em especial no contato dos corpos anatomicamente não é o mesmo que o encontro das emoções fisiologicamente. Pode ser emocional um simples ato sexual? Talvez. Mas se for apenas objetivado por contato e não toque, descoberta… Não, verdadeiramente não terá a durabilidade que pode ter.

 

Nosso Criador nos fez seres que necessitam de prazer. A satisfação do ser humano é boa e saudável, desde que em perfeito equilíbrio. Equilíbrio das emoções, das buscas e dos reais encontros.

 

Temos presenciado tantas deturpações da prática sexual que a vontade carnal sobrepuja qualquer outro princípio. Torna-se assim, egoísta, material e mercado de troca: hoje eu quero e isto basta, até mesmo com pessoas ou em situações não adequadas que trarão marcas por certo eternas. Aquelas que ficam no coração, na alma. E não nos enganemos, quando feridos, feriremos na sua grande maioria.

 

Nem todos possuem a pureza de aguardar um enlace matrimonial para serem descobertos e descobrirem, mas é tão bom saber que esse é o conselho de Deus para Seus filhos, pois o prazer da espera não tem preço. Hoje, isto é raridade, mas àqueles que assim se propõem a agir, lembrem-se: a espera se associa ao prazer da busca e a alegria e êxtase do encontro quando feita com a santidade que o ato em si merece ser considerado.

 

O sexo isolado do sentimento de amor, por assim dizer, fica meio que no sistema de rotatividade e não qualidade e solidez entre os parceiros. Talvez a ânsia por abafar a solidão associada ao egoísmo do querer a qualquer custo a minha “fatia do bolo”. Uma moça me disse certa feita que as sobremesas são para serem saboreadas devagar e não no lugar do prato principal. Isto ela me explicava que devido à frenética vontade de praticar e saciar anseios físicos, necessidades de pele a pele, esquecia-se dos momentos de cultivos primários.

 

Os encontros amorosos seriam sempre com vistas às vias sexuais de fato. E o depois? Ah…O depois pouco importa para os que querem viver de momentos na grande maioria.

 

Para aqueles que querem viver mais e melhor, por certo o sexo estará inserido na classificação de perdurável ao invés de descartável.

 

Acaso incorremos no risco de chegarmos em breve à classificação de homens de consumo também sexual e não de homens de sabedoria para bom uso do que tivermos a disposição, em especial, pessoas e seus sentimentos, além dos nossos próprios?

 

Algo para reflexão…

Escrito por: Fabiana Colimoide

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