Livros e Resenhas-Dedo em gatilho

Um dedo em gatilho trata-se de uma inflamação no tendão responsável por dobrar o dedo, onde este ficará sempre dobrado sem possibilidade de ser aberto – o famoso “dedo em riste”. É muito comum ocorrer no dedo polegar, seguido do anelar e médio.

Tem cura através de um tratamento por meio de fisioterapia, e às vezes até mesmo cirurgia. O interessante é que pode ocorrer em todos os gêneros e idades, sendo, contudo, mais comum nas mulheres.

Suas possíveis causas envolvem desde atividades repetitivas realizadas, diabetes, problemas reumáticos e até mesmo questões genéticas. Porém, são desconhecidas as causas na grande maioria das vezes. Para todas, o tratamento será variável pela intensidade, sintomas e gravidade.

Interessante como uma inflamação no tendão poderá inativar temporariamente nossos dedos de modo que nossas funções fiquem comprometidas! E o mais interessante seria pensarmos no oposto da posição de um dedo em gatilho.

O dedo em riste é muito comum em nossos dias. Tendenciosamente, usamos nosso indicador para apontar, sinalizar e sobretudo julgar e acusar. Parece muito automático essa posição de nosso dedo que, por nome indicador, deveria tão somente ser usado para indicar.

E a gravidade desse ato postural que temos a liberdade de proceder, é que o fazemos como se não tivéssemos a humildade de reconhecer que não temos poder de julgamento sobre outrem. A condição de julgar perfeitamente pertence única e exclusivamente a Deus, que é Onisciente, Onipotente e Onipresente.

Aos nossos olhos, nossos julgamentos são os mais débeis e falhos possíveis. E por que seria assim? Pelo simples fato de que não sabemos as dores alheias, não calçamos os mesmos calçados, sem sentir o aperto e os calos que o outro sente.

Não fazemos ideia do que vai no coração do outro. Aliás, a antiguidade das cãs nos revelam em uma frase retórica que “coração dos outros é terra que ninguém vai”. E é bem por aí mesmo, pois nunca entenderemos o outro na veracidade que deveríamos.

E estejamos certos que, da mesma maneira que gostaríamos de ser tratados, deveríamos tratar os outros. Agora, voltando um pouco no dedo em gatilho, entre seus sintomas há dores, inchaço, rigidez entre outros e o dedo poderá esticar sozinho somente com ajuda de outro dedo.

A intervenção cirúrgica em geral carreia boa recuperação, quase que imediata, aos dedos envolvidos, sendo mais efetiva nos casos que a busca por tratamento é precoce. E o que poderíamos refletir sobre este processo?

Talvez que não precisamos esperar as dores das separações e indiferenças que nossos julgamentos com dedo em riste acarretam aos outros para percebermos nossa miserável condição.

Nosso tratamento diário deveria ser a humildade de não intentarmos julgar o outro por suas mazelas, ações e impasses. Aliás, quem nunca errou, que aponte o dedo então. Os erros humanos fazem parte de um circuito de aprendizagem necessário que Deus também aplica, pois temos o livre arbítrio e nossas escolhas determinam nossa vida no minuto seguinte.

E por fim, assim como no dedo em gatilho, a precocidade de busca por tratamento garantirá um resultado mais satisfatório à inflamação do tendão. Precisamos diariamente pedir a ajuda de Deus para tratar a inflamação de nosso coração e mente que tendem a fazer pré concepções do outro.

E quando fazemos disso uma prática, mantendo o dedo em riste, estamos indiretamente nos colocando no lugar de Deus, o qual tem a autoridade de saber ao certo a realidade individual e nos esquecendo, porém, que ao apontarmos um dedo, teremos outros três apontados em nossa direção (de nossa própria mão).
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