Blog Livros e Resenhas-Trilogia Breathing – Corre comigo?/Fabi Colimoide

Correr é um dos exercícios comumente praticado, seja em academias, seja ao ar livre. Tem inúmeros benefícios para a saúde mental e física, com queima das calorias, adequação do peso quando bem planejada e também conduz a uma saúde social, uma vez que uma pessoa correndo acompanhada terá uma sensação de bem estar bem melhor.
Estudos já comprovam que praticar atividades acompanhadas, bem como alimentar-se na companhia de outrem, traduz em benefícios maiores do que quando solitariamente praticadas.
Mas ao praticar a corrida acompanhada, o cuidado de não comparar o ritmo alheio deve ser relevado, uma vez que cada indivíduo tem seu ritmo de velocidade e tempo para alcance do percurso e reta de chegada.
Trata-se também de um dos meios de transporte humano, tendo marchar ou andar e saltar como os demais considerados comumente. Na verdade a corrida é uma competição de resistência e velocidade e isto envolve certo preparo, como alongamentos prévios e posteriores e um bom planejamento acompanhado de profissional qualificado preferencialmente.
As características de tal prática esportiva nos faz associar com as relações interpessoais, em especial entre enamorados, casados ou apenas amigos. Na corrida, usam-se capacidades físicas como velocidade, força, resistência, agilidade e equilíbrio. O que são ingredientes se for analisado bem, como partes das relações saudáveis.
Nas relações faz-se necessário que os objetivos sejam alcançados, mas como numa corrida, o ritmo e a velocidade deverão ser respeitados e ponderados visando melhores relacionamentos. Ainda valer-nos-ia muito bem refletir que assim como numa corrida, o tempo do outro difere do nosso e assim, bom seria evitar pré-julgamentos e buscar uma aceitação livre de comparações e exigências.
Exigências que instintivamente fazemos como se o outro tivesse o dever de nos atender ao nosso tempo e ritmo, sendo semelhante às relações anteriores ou as projetadas em nosso inconsciente. Perdemos oportunidade assim de viver a intensidade que as relações podem nos proporcionar e as descobertas que aflorarão no nosso jardim da vida.
Um professor muito especial disse uma frase que tem um ponto de verdade: “a velocidade com que consumimos o que é bom, é muito mais rápido do que ela tem a durar”. E complementaria que somente daremos aquilo que temos armazenado em nós mesmos, tanto no coração, quanto na nossa mente.
A grande questão é o que temos em nosso íntimo a ser compartilhado? E o que temos esperado com tamanho ardor proveniente do outro?
Ainda quero me deter nos dois outros tipos de classificação para tal tipo de transporte humano. Marchar ou andar envolve um ritmo mais lento, onde os dois pés estão em contato com o chão, quem sabe mais racionalmente e com raízes mais sólidas ainda que acompanhado enquanto saltar já é mais rápido, digamos que ao saltar os dois pés estão no ar, digamos que faz bem por vezes tirar um pouco os pés do solo da racionalidade e ter um tanto mais de ousadia.
Em ambos, a intensidade e o ritmo serão determinantes para alcance dos objetivos propostos. E a resistência será a prova de fogo até chegada ao final da corrida. O percurso será sempre melhor quando feito acompanhado. Aprenderemos mais… Sempre mais uns com os outros.
Por fim, seria uma doce reflexão se semelhantemente como nas corridas, ousássemos primeiramente aceitar que o outro corra conosco, bem como estender o tal convite. Isto envolve correr sim riscos. E os tais serão sempre benéficos se olharmos pelo prisma de amadurecimento e um melhor preparo até para outras corridas mais intensas e longas inclusive. Afinal, quem tem medo, não atravessa a rua, já dizia um dito dos mais antigos.
Na corrida da vida, não existem garantias, só possibilidades. As escolhas estão à disposição. A sensação de bem estar físico e mental, semelhantemente na prática da corrida, serão consequências de tal prática. Correremos ou não?

Texto escrito por:Fabi Colimoide

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