Blog resenhas – Enjoar-se da Conquista Barata

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Sabe quando você vai se enjoando deste jogo barato de conquista porque seu propósito, na verdade, é compartilhar a parte mais rica de você, de sua essência, e não ficar com as migalhas e farelos do encontro casual que a outra pessoa tem para lhe dar? Você entende a profundidade desta questão e seu desespero? Como cansa, né?

Gastar tempo e dinheiro para comer – no caso do homem; ou para dar – no caso da mulher; ou sei lá qual relação extremamente cansativa que o sexo casual na idade madura tem: dar, comer, ficar, transar, meter, gozar. Nada mais. Ah, há quem adora, né?

Um conhecido meu me disse que preferia sair com putas – ele ainda prefere – à dor de cabeça de seduzir e iludir e se estressar. Você paga a puta e não há mais desgaste emocional nem psicológico, segundo ele. Volta para casa, se tiver família, para a família, ou o trabalho relativamente em paz. Será julgado canalha e cretino pelas feministas e alguns hipócritas e moralistas. Mas em paz consigo. Sobre ser canalha, aí vai do coração dele.

Mais do que nunca, no entanto, eu entendo o comportamento deste meu conhecido. Particularmente, eu não gosto de relação com puta e nunca tive atração sexual nem fetiche por elas. Tenho por elas respeito e uma íntima compaixão da vida que vivem. (Minha maneira limitada de ver o mundo e os sentimentos humanos.) Mesmo assim, talvez em muitos sentidos, saia mais barato tanto financeira quanto emocional e psicologicamente para um homem solteiro ter suas relações sexuais com prostitutas, se for para ele dar o melhor de si para outras solteiras por quase nada.

Uma vez uma jovem me disse:

– Flávio, os jovens de vinte anos de hoje em dia, não estão nem aí mesmo. Eles querem comer, as meninas querem dar, e ficar tudo por isto mesmo. Você é de outra geração. Está velho.

Ela mesma sendo da geração dos vinte anos, com esta pegada de somente dar.

Não me senti ofendido com a opinião dela, mas constrangido por ter de silenciar-me como se fosse realmente normal, aceitável, compreensível.

É compreensível esta liberdade promíscua? Claro, desde que se admita que o vazio neles persistará, desde que a tristeza não seja reprimida e enganada, desde que a solidão não seja confundida com automonia emocional e social do tipo: quero viver a minha vida livre e faço o que quiser. Uma hora a conta deverá ser paga…

Na descoberta da adolescência, eu honestanente entendo a função da libertinagem e da liberdade. Quando adolescente, eu fiz muita merda. Na maturidade, porém, não há explicação, a não ser a falta de opção real para uma relacionamento bom, estável, carinhoso e bonito.

Eu não me preocupo com os homens não. A carência deles vai na primeira trepada. Não se engane, mulheres. Sou machista e homem é mesmo sacana. Sou tão machista que na minha separação eu deixei praticamente tudo. O homem tem que aprender a se virar mesmo e deixar tudo para a mãe de seus filhos! Não concordo 100%, mas apoio 100%. Olha só: despois de separado, já tive propostas de jovens meninas bem mais jovens que eu, buscando e prontas para um relacionamento sério, para viver a verdade do casamento, semelhante a que eu tive dos meus 24 aos 40 anos. Casar é bom. Fui dezesseis anos casados e posso dizer hoje: 99% felizes. Um homem mais velho arruma facilmente meninas jovens bacanas para relacionamento sério para casar! Está claro para mim isto. Estive em situações bem sérias. Como está claro que a adaptação da vida de solteiro choca os ex-casados. Sou machista. Me preocupo com as mulheres. Elas, por nossa sociedade machista, são mais reprimidas.

Após mais de um ano separado, hoje eu consigo peneirar muito bem as pessoas e concluir como enjoa e cansa ter de dar o que você tem de mais valioso – no meu caso, meus sentimentos de acolhimento – em troca de uma transa tão superficil quando erma, quando a riqueza para mim não está no sexo, mas sim no companheirismo. A riqueza está justamente em acordar juntos às 11:00 de domingo para tomar café da manhã juntinhos…

Aos poucos as pessoas compreenderão melhor. Eu creio que se a geração dos vinte e trinta anos de hoje está cheia de oba-oba sexual, me parece mais a opinião dos libertinos para justificar a libertinagem. Não é a regra. As pessoas querem viver em paz com alguém, ainda que termine, como aconteceu com meu casamento, um dia. A vida segue relativamente sem dono. Resumindo: demonstrou interesse?, creia! Nem que seja apenas na noite do sexo. Ao menos as almas estarão lá. O acolhimento será assim verdadeiro. O espelho do envelhecimento vai constranger menos.

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