Blog Livros e resenhas- Se toca!/Fabi Colimoide

O toque tem uma influência tão grandiosa que por vezes nos esquecemos de sua importância no dia a dia.

O tato é um dos cinco sentidos a nós deixados por Aquele que nos criou e com uma finalidade nobre entre os seres humanos, animais e a natureza.

Há quem diga que as plantas sentem ao toque do cuidador, do jardineiro e interagem. São irracionais é bem certo, mas toda planta em si sofrendo uma poda, sentirá o toque do jardineiro.

Os animais também sentem o toque daquele que está a cuidar. Um afago na pelagem dos gatos, um cafuné nas orelhas de abano de um cocker spaniel ou um toque rápido e longínquo na extensão do pêlo de um cavalo em um vaso pasto farão a diferença àquele que o fez e sobretudo aos animais que receberam.

E o que dizer do toque entre os seres humanos? Aquele toque inesperado, porém acalentador ante um choro ou um momento de pura introspecção onde o silêncio grita através dos olhos distantes e dos lábios cerrados ante o momento ali vivenciado?

Sim. Toques são importantes. Aliviam, surpreendem, elevam as pessoas para mais perto uns dos outros.  O toque é fundamental nas relações a dois. As descobertas ante os corpos nubentes na lua de mel. Os corpos redescobertos ante novos enlaces. Os corpos tocados ante o leito de dor e morte previsível.

O toque nos corpos em si mesmos é o que quero ressaltar. Existe necessidade do toque pessoal. Pois este remete a autoconhecimento. A preservação do belo que existe em nós, que muita das vezes não se consegue ou não se quer enxergar. Envolve conhecer e reconhecer o que precisa ser visto e percebido.

E no universo feminino, como é importante se tocar, se sentir! Sentir o abraço do próprio eu. Mulheres são fortes em muitos aspectos. São as que superam as intempéries da vida e as vissitudes em si que acabrunham a beleza rara que está no íntimo de sua essência.

Não deixemos para trás os homens. Mas em especial, as palavras são ao coração e alma da mulher. Daquela que é capaz de extrair forças de onde não tem para superar o luto, a dor, a perda e inclusive as doenças as quais estão ali suscetíveis sempre.

São as mesmas mulheres que superam um câncer que avassala e que extrai os fios de longos cabelos ante uma série de sessões de quimioterapia, que mutila uma ou duas partes do corpo. Da estética que o mundo vê e exige a beleza a sangue frio.

São as mesmas que não se permitem a corrosão da alma ante uma traição ou violência contra si. São as fortes. Mas reiteremos novamente a importância do toque no processo das doenças que estamos ali expostas como mulheres.

O número de câncer de mama cresce a cada novo amanhecer. A cada despontar do sol, uma mulher detecta-se com câncer; E o estilo de vida e a maneira como se vê neste mundo pode ser preventivo! Sim! E isto inclui o toque.

Sem estar velado. O toque mensal. Aquele toque que ela busca explorar o seu corpo e detectar as alterações que podem existir. O toque na semana pós período menstrual. Durante o banho. Frente ao espelho ou deitada, observando retrações, abaulamentos, aparecimento de secreções ou alterações com presença de nódulos e cistos.

Essa busca pertence a mulher que quer e precisa se conhecer. Conhecer para prevenir. Prevenir para não sofrer. Para não compartilhar o sofrimento com aqueles que a amam em toda a sua essência de mulher e não querem vê-la sofrer. Não querem ver a força da mulher comprometer-se frente ao que corrói a alma, a beleza, o corpo e tira a paz.

Cuidar-se envolve prevenção. Inserção de práticas de atividade física no dia a dia, abstenção de álcool e tabaco, controle de peso corporal e a inserção planejada da maternidade, uma vez que a amamentação é uma forma de prevenir o câncer de mama, além da visita periódica ao profissional especializado.

Mas, sobretudo, reiteremos novamente e insistentemente: se toca!

Isto é fundamental para uma redução dos riscos já ali presentes. Vivemos num mundo frenético e corremos na contramão deste mesmo mundo. Algumas mulheres podem até pensar em voar, mas esquecem de que sua capa pode ser puída pelo câncer devido ao estresse e da loucura de querer abraçar o mundo com seus super poderes.

Somos mulheres maravilhosas, mas não confundamos: não somos mulher maravilha!

Precisamos desacelerar. Desmistificar o tempo que não dedicamos a nós mesmas. Isto será investimento e não perda do precioso tempo. Necessário respeitar a harmonia dos hormônios entre nossas células e a nos guiar. Somos assim, criadas assim.

Assim como também precisamos fazer o que os outros não podem fazer-nos a nós mesmas. Conhecer-se. Tocar-se é nosso por direito e dever. A cada novo dia. A cada ciclo da vida. A cada oportunidade. Antes que seja tarde.

Se toca!

Prevenir é uma opção e, sobretudo uma decisão. Sua decisão, exclusiva.

Texto escrito por: Fabi Colimoide.

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