Blog Livros e resenhas- O tempo como letinivo/Fabiana Colimoide

Tempo. Palavra que embora denote espaço, meio, perde-se ante nossas reais necessidades. Inclusive dele mesmo para muitas questões que vivemos. Duração relativa das coisas que cria no ser humano a idéia de presente, passado e futuro. Período contínuo na qual os eventos se sucedem, diz-nos o dicionário.

As vezes somos escravos do mesmo. As vezes libertos por ele e através dele.

O espaço entre um olhar e um falar, requer tempo e sentir um tempo.

O necessário quando se quer afastar e esquecer um amor pede-se ou dá-se um tempo.

É uma fração de segundos entre o raio do sol a incidir em nossa cútis, seja parda, negra ou branca e o passar da formação no céu azul do cúmulo nimbo em formato de flocos de algodão ludicamente visto.

É uma eternidade quando se espera o nascer e choro estridente de um novo ser a este mundo.

É exato quando compreendido como resposta aos anseios profundos da alma e do coração.

Cada vez mais necessário. Cada vez menos compreendido sua finalidade e fim.

Cada vez tempo e mais tempo dispensa-se ao supérfluo e não ao que é perdurável.

Ah…Se a nós pudéssemos controlar o tempo! Nem em uma ampulheta isto nos é possível, pois o pós outrora pouco de um lado cai no mesmo tempo que o de maior proporção do outro lado e vice e versa, por mais que movimentemos e ainda assim, faltar-nos-á tempo.

Lembro-me da significância do termo lenitivo. Algo que suaviza, acalma, mitiga dores, consola.

Sim, precioso é o lenitivo em muitas situações também.

É vital quando a dor oncológica não cessa com nenhum opióide. É necessário para os doentes renais e dependentes de sessões de hemodiálise. É alívio para a alma contida em lágrimas no seu cântaro interior.É um remédio para o luto após o lacre do caixão e depósito no jazigo frio e solitário.

Associo assim o valor do tempo e a essência e objetividade do lenitivo em nosso viver.

Associo as almas apaixonadas e amantes daquilo que não possuem.

Sim, o tempo será o lenitivo. Só lenitivo será o tempo.

O tempo como lenitivo ocorrerá no coração do que compreende que tudo, absolutamente tudo tem seu tempo.

Isto é sabedoria. Isto é saber sentir e viver.

E por falar em sabedoria, remeto-me ao homem conhecido como mais sábio do mundo. O escritor Salomão, que em oito versos de seu livro em Eclesiastes, no terceiro capítulo registra ao seu tempo as verdades sobre o mesmo tempo.

Tenhamos a busca por esse mesmo sentimento de sabedoria ante tudo aquilo que não detemos em nossas débeis mãos e não compreendemos em nosso humano coração. Sim, até para sermos assim, precisaremos dele, do tempo.

Para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu:

 

Tempo de nascer e tempo de morrer,

 

Tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou,

 

Tempo de matar e tempo de curar,
Tempo de derrubar e tempo de construir,

 

Tempo de chorar e tempo de rir,
Tempo de prantear e tempo de dançar,

 

Tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las,
Tempo de abraçar e tempo de se conter,

 

Tempo de procurar e tempo de desistir,
Tempo de guardar e tempo de jogar fora,

 

Tempo de rasgar e tempo de costurar,
Tempo de calar e tempo de falar,

 

Tempo de amar e tempo de odiar,
Tempo de lutar e tempo de viver em paz.

 

Texto escrito por: Fabiana Colimoide.

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