Livros e resenhas-Avistando o oásis

O sentido para onde se está indo pode ser facilmente esquecido nas voluptuosas corridas da vida, bem como nos fazer esquecer de onde viemos, gerando confusão de grosso calibre na pulsação de nossas artérias e veias que carreiam nosso sangue, que é vida, até o coração. Limita a capacidade de olharmos além e aquém do momento.

Uma experiência de uma mulher nos tempos bíblicos, registrada na Bíblia, é oportuna para essa reflexão. Hagar havia tido um filho com seu patrão, e sua patroa a humilhava a ponto dela ter que partir com seu filho amado para terras distantes. Ela passou pelo deserto e sentindo a solidão pesar no peito, e a responsabilidade materna do provento ao pequeno menino inocente, colocou o desespero no lugar da fé na providência do Deus que cuidara dela e de tantos outros no passado.

No deserto há a oportunidade da seca, frio, relento e também do oásis. A fonte de água pode existir, ainda que escassa – afinal, é deserto e árido o momento. E foi assim que ela se viu só, esquecida e com um filho a criar, no aparente desamparo. A sede chegara aos lábios do único filho e a sensação da morte próxima maior tornava-se, a ponto de ela não suportar o destino fatídico e num ato de desespero quis resolver de seu jeito humano de ser.

E aí o escape ocorreu providencialmente pelo seu Deus. Um anjo enviado veio para lhe mostrar um oásis com rica fonte de água a jorrar em meio ao descampado seco e desértico à frente. Seus olhos se abriram e a sede foi saciada, o alento provido e a dúvida dissipada.

Às vezes também ocorre na minha e na sua vida situações semelhantes. Estamos no deserto e o pior: esquecemos-nos de onde viemos e para onde iremos. Parece-nos paralisar, nos puxar para baixo como numa areia movediça, onde se mexendo mais e mais incorremos em maior desespero.

Hagar até sabia de onde havia vindo e do seu triste passado de escravidão, mas esquecera de que era filha do mesmo Deus que seus patrões criam. Outro ponto é que ela esquecera para onde estava indo, e deveria ir, na verdade. Isto a obscureceu os olhos ante a oportunidade de ver o oásis de água a saciar sua sede e a de seu filho.

Assim, algumas lições podemos extrair dessa história verídica de tempos passados. A primeira, e já citada, é a importância de sempre trazermos à nossa memória aquilo que traz esperança – esperança de dias, tempos, horas e momentos de paz e felicidade.

Por conseguinte, não podemos esquecer-nos de onde viemos, pois é nossa história e nosso passado que nos ensina grandes valores, ainda que penosos. Por fim, não duvidemos jamais de que há Alguém em quem podemos confiar. O mesmo Deus que nos formou é o que nos susterá nas palmas de suas Mãos. Ele proveu no desespero um oásis no deserto para uma mulher discriminada e marginalizada. Ele atendeu o clamor silente no coração dela. Ele sabia o que ela precisava.

E assim é conosco, onde Ele sempre cuidará e manter-nos-á seguros e em paz, ainda que em meio a desertos. Lembremos não somente de onde viemos, mas para onde estamos indo e Quem está nos acompanhando. Esses são alguns tipos de oásis que nos saciam a alma seca e árida, e nos impulsionam a prosseguir um dia de cada vez.

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