Antes de que eu diga adeus, preciso te revelar que tentei estar com você, pois pensei ser o mais emocionante sentimento a ser vivido e que não deveria acabrunhar seu passado doloroso a seu presente necessário com comprometimento ao seu futuro.

 

Escolhi você sem reservas. Te encontrei no meio de uma avenida movimentada como a Av Paulista em SP, Av Nossa Senhora de Copacabana no Rj ou na Av Ipiranga em Porto Alegre. Mas em todas eu vi seus olhos distantes como a uma mulher a espera de seu amado ou a um homem convicto de que a solidão não lhe roubaria a paz, mesmo entre absurda multidão a te cercar.

 

Sim, estava a querer te segurar a mão para conduzir pelos ladrilhos deste pequeno espaço chamado vida, cujos bueiros estariam abertos e na sua iminência de cair, eu te manteria seguro por minhas mãos.

 

Queria apenas lhe permitir sentir as mais nobres sensações destinadas aos homens e mulheres deste débil mundo. E ainda que viesse a errar…recomeçaríamos novamente. Mas, você quis moradia no mais fundo de uma caverna. Quis estar solitariamente ausente…de tudo e sobretudo de todos que inocentemente quiseram fazer parte de sua vida. Você os feriu e repeliu sem parcimônia. Não entendeu que precisava dar uma chance pra mim. Uma nova chance…

 

E aí…eu tenho a obrigação de partir, conservar meu luto e deixar-te, ainda que saiba que é de mim que você precisa. Sim…é inconscientemente que você me afastou como defesa por tanto turbilhão interno vivido.

 

Preciso somente que pense em deixar eu voltar, pois eu sou sua necessidade básica para seu mundo ficar melhor, colorir seus dias e tornar sua vida, uma grande aventura.

Mas respeito sua decisão.

Com carinho

 

O amor

 

Texto escrito por: Fabiana Colimoide

Fabiana Colimoide

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