Livros e Resenhas-Amargosa ou esperançosa?

Típica planta herbácea, com propriedades terapêuticas com riqueza de minerais, vitaminas e proteínas. Também conhecida como dente-de-leão, é bastante procurada pelas evidências de poder diurético.

No Brasil, pode ser considerada comparada como daninha pela incrível capacidade de se reproduzir pelo simples fato de suas sementes se disseminarem rapidamente quando levadas pelo vento.

Acaso em nossa infância, não chegamos a brincar com sopro leve e inocente na mesma para ver como suas sementes voariam ante nossos olhinhos sapecas? Certamente já estivemos em semelhante situação fazendo nosso pedido secreto e deixando ao vento.

E agora, o que chama atenção são as variedades de nomes que ela recebe. Além de dente-de-leão, são também conhecidas como amor-de-homem, amargosa, papai-careca e esperança. Inusitado ter nomes tão contraditórios como amargosa e esperança, por exemplo.

E acaso, algo amargoso seria esperançoso? Por certo não. Mesmo porque a amargura aflige a alma e nada releva de sentimento de esperança na grande maioria. E vice versa ocorre o mesmo, uma vez que tendo esperança, deixa-se de ser amargosa a pessoa.

E o que isso tem a ver com a nossa efêmera existência e condição humana? O ato que ludicamente as crianças espalham as sementes com apenas um sopro ao ar, nos ensina simples e pequenas lições nas nossas relações com o outro e conosco primariamente.

Se as sementes são disseminadas tão rapidamente, elas nada possuem de daninha, certo? Ao contrário, são esperançosas sementes que se multiplicarão, fazendo o bem ao ambiente e para com aquele que puder se beneficiar das suas propriedades.

Como estamos lidando com o que somos desafiados a disseminar aos ventos da vida, tanto na nossa quanto na vida dos outros? Teríamos deixado que a semente da bondade, da fraternidade e do perdão esteja caindo em solo fértil?

Acaso não estaríamos amargosos por demais frente aos nossos problemas e vissitudes? O que estamos fazendo com o que fizeram a nós? Nossas lutas e batalhas são travadas a cada dia e nosso solo requer ser adubado com sentimentos nobres, ainda que escassos.

Fé, amor, bondade e perdão, são alguns dos elementos que fazem qualquer semente germinar mais rapidamente e sem sombra de dúvidas, espalham a esperança de dias melhores entre os homens. Precisamos deitar as armas que elevamos em autodefesa.

Ficamos inúmeras vezes na defensiva e não olhamos que precisamos espalhar o bem, ainda que não recebamos do modo que julgamos ser o ideal. Que façamos a diferença ainda que sejamos nomeados com nomes impróprios para nossa realidade.

Que nossas sementes sejam espalhadas através de nossas palavras com a integridade necessária e com o zelo de não ferir outrem. Que nossa terra do coração seja afofada com o perdão e recomeço.

Que nosso sopro de vida seja para honrar a Deus que nos deu a mesma. E que, semelhantemente às crianças que espalham seus puros desejos para o vento carregar, que espalhemos um pouco de nossa essência indelével às almas que forem tocadas.

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