Nota do Editor

Em geral não é um livro que chamaria atenção pelos capítulos cheios de diálogos e ação, porem é interessante para ler caso você seja fã do universo que Patrick criou, fiquei decepcionado pela falta de revelações sobre como Auri conhecia tão bem o subterrâneo? Como ela sabia sobre os Ciridas? Quem era seu mestre Mandrag?

10
Leitura
7
Diversão
7
Conteúdo

O Livro conta a história de Auri, a criança que sobrevive no subterrâneo da Universidade e parecer ter um mapa na cabeça com todos os locais secretos que só ela tem acesso, o próprio  kvothe fica admirado citando em uma das passagens do livro “ O Nome do Vento” que o local onde a garotinha vive é um labirinto, isso leva a crer que Auri apesar de pouca idade, mora no subterrâneo a bastante tempo.

Todo o livro passa com a perspetiva que Auri tem sobre o seu mundo  ” Temerant”  e os objetos que nele “habitam”, já que ela os trata como seres vivos com sentimentos e personalidade.

Auri demonstra  conhecimento profundo sobre as  disciplinas lecionadas na universidade, o que me faz crer que ela seja ex aluna da universidade.

No primeiro contato com Auri no livro “ O Nome do Vento” achei que ela fosse somente mais uma moradora de rua com problemas psicológicos, porem como ela demonstra saber tudo sobre os locais mais conhecidos da universidade e como ela evita o contato com o mundo externo não por insanidade e sim por medo da sociedade ela demonstra  que não é louca e  assim com  o mestre Elodin tem grande conhecimento sobre o verdadeiro nome das coisas e do poder que eles carregam. Além de tudo isso, ao contrario do que eu imaginava a julgando louca em um primeiro momento, nesse livro escrito só para ela podemos ver que ela tem toda uma lógica que chega a ser metódica sobre os seus lugares especiais e tudo que os cerca, onde cada coisa deve ficar em seu lugar em seu mundo criado por devaneios.

Podemos ver esse traço de lógica que Patrick utiliza para descrever as coisas e os lugares no livro de Auri em outros momentos de seus outros dois livros, como no livro dois “O Temor do Sábio”  Kvothe encontra o nome do vento ao passar por algumas circunstâncias inusitadas (uma delas no Andere),  ele enxerga uma lógica dentro dos movimentos das folhas das arvores ao serem movimentadas pelas rajadas de vento de maneira aleatória, Patrick usa exatamente esse conceito para construir o mundo de auri, veja bem, qual padrão pode existir em um farfalhar de folhas? Pode ser que exista, mas para pessoas comuns como nós seria muito difícil descobrir, por isso Kvothe tem uma habilidade bem singular e precisa estar completamente imerso em seu amago para conseguir encontrar a “lógica” dos movimentos aleatórios daquele momento, no mundo de Auri é da mesma maneira pois cada duto de água, cada local, cada objeto tem uma lógica toda dela para ser o que tem que ser  e estar onde deve estar, e isso só é possível ser percebido por ela, devido ao longo tempo que ela passou no subterrâneo da universidade e pelo fato dela estar completamente imersa em seu mundo e nos sentimentos dos objetos e locais ao seu redor.

É interessante ver como ela passa seus dias, pois até então vemos havíamos enxergado a personagem somente nos telhados a espera de kvothe e o que ela fazia durante todo esse intervalo de tempo entre uma aparição e outra era um mistério até então.

O autor mostra que Auri realmente passa dificuldades , nos outros dois livros ele dá essa percepção de que ela é uma mendiga, porem nada explicito, ele faz isso de uma maneira bem sutil, quando ela recebe vestidos e outros presentes de Kvothe, assim como comida. Porem nesse livro existe uma passagem onde Auri procura comida e outra onde ela quase desmaia de fome.

Auri vive em função das visitas de Kvothe como se ele fosse seu cavaleiro de armadura reluzente, cita varias vezes a vida antes dele, antes dele dar o nome pra ela, porem não de maneira que saibamos o que acontecia com ela, só da pra perceber que a aparição de Kvothe em sua vida muda muita coisa para melhor.

Auri fez referencia ao mestre Mandrag deixando claro que ela foi instruída por alguém da universidade em algum momento, faz referencia também aos Amyr, mais especificamente aos Ciridas, porem de maneira sutil, deixando no ar como uma criança/ adolescente praticamente mendiga tem tanto conhecimento sobre tais assuntos.

Em geral não é um livro que chamaria atenção pelos capítulos cheios de diálogos e ação, porem é interessante para ler caso você seja fã do universo que Patrick criou, fiquei decepcionado pela falta de revelações sobre como Auri conhecia tão bem o subterrâneo? Como ela sabia sobre os Ciridas? Quem era seu mestre Mandrag?

Comentários

Comentários