Nota do Editor

Publicado em 26 países, o escritor Arnaldur Indridason, também historiador, roteirista e crítico de cinema, traz em sua escrita um pouco da geografia, história e cultura da Islândia, merecendo ser conhecido por todo apreciador de literatura policial. Já estou ansiosa para ler a continuação “O Silêncio do Túmulo” e saber qual caso será desvendado!

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(Jar City – Reykjavík Murder Mystery)

Quando um motorista aposentado é encontrado assassinado em sua própria casa na pacata Islândia, o detetive Erlendur Sveinsson e sua equipe encontram na cena do crime uma mensagem misteriosa sobre o corpo e, escondida na escrivaninha, uma antiga fotografia do túmulo de uma garotinha desconhecida. Tendo apenas um perfil vago da vítima: um homem extremamente solitário com uma acusação de estupro na juventude, os detetives são obrigados a concentrar sua investigação nessa misteriosa fotografia, o que os leva a reabrir esse antigo caso de violência contra mulheres que nunca foi levado a julgamento.

Enquanto lidera essa investigação nada rotineira para a polícia islandesa, que acaba se tornando bem mais complexa do que imaginava, o detetive Erlendur ainda tem que lidar com seus conflitos pessoais ao tentar salvar sua própria filha viciada e investigar discretamente o desaparecimento de uma jovem noiva na festa de casamento. Apesar de desconectados, o desenrolar dos três casos esbarra em profundos segredos e traumas familiares.

Embora “A Cidade dos Vidros” (Editora Record, 268 páginas) seja o terceiro livro do escritor Arnaldur Indridason que acompanha o universo do detetive Erlendur Sveinsson, é o primeiro a ser traduzido em inglês e português. Mesmo estando curiosa sobre os dois primeiros volumes da série disponíveis somente no idioma islandês original, esse fato não compromete o entendimento e o prazer dessa leitura, já que cada livro contém um enredo completo.

Diferentemente dos thrillers norte-americanos, normalmente recheados de ação, o autor islandês segue uma linha europeia de suspense policial, caraterizado pelos conflitos psicológicos, o que confere uma maior profundidade aos personagens. Esse viés psicológico é de grande valia nessa trama já que o foco do enredo se apoia, não no misterioso crime em si, mas na dificuldade de provar a autoria e o motivo do assassinato, afinal, nem tudo é tão fácil e glamourizado quanto o seriado de tv CSI nos faz acreditar.

Publicado em 26 países, o escritor Arnaldur Indridason, também historiador, roteirista e crítico de cinema, traz em sua escrita um pouco da geografia, história e cultura da Islândia, merecendo ser conhecido por todo apreciador de literatura policial. Já estou ansiosa para ler a continuação “O Silêncio do Túmulo” e saber qual caso será desvendado!

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