Livros e Resenhas-A casa de nossos pais

Como um refúgio na vida, a casa de nossos pais será destacada em alguma fase de nossa existência. É lá, na nossa primeira casa quando já estamos casados e com nossa própria moradia ou nos encontramos distantes por objetivos de estudos ou trabalho, que ao retornarmos, podemos estar certos que encontraremos conforto e alento, podendo até mesmo sentir o colo materno e afago paterno.
Talvez lá possamos encontrar os livros antigos que tanto lemos ou leram a nós quando crianças. Ainda poderemos degustar as comidinhas temperadas que nos apetecem e receber um prato feito e caprichado pelas mãos de nossos pais. E porque não lembrar que nossa cama poderá sempre estar a nossa espera com o cheirinho do amaciante e do sabonete perfumado colocado ali para agradável permanecer até nossa presença. Sem mencionar a velha cadeira de madeira que sentamos no passado e a mesa nos encontrávamos para as refeições.
A realidade é que todos nós amamos essa importância que a casa de nossos pais tem na nossa vida. Temos o privilégio do abraço e do mimo dos mesmos, bem como de ter um reduto aonde podemos sentar, esticar nossas pernas e relembrar de nosso passado infante talvez. Quem sabe rever as plantas ao jardim e que quando menores, colhíamos as flores para ofertar aos mesmos.
Alguns dizem que essa mesma casa, depois que saímos para a nossa conquistada como locação ou compra, não poderá nunca ser tão distante que os nossos pais tenham que ir com malas ou quão próxima que eles possam ir a pé. Que infortúnio esse pensamento! Pois onde nossos pais seriam hóspedes tão inoportunos a nosso lar? Aqueles que nos educaram e nos sustentaram por longos anos?
E tristemente é reflexivo o trato que dispensamos aos nossos genitores com cãs ou não, contudo, permanentes pais e indiscutivelmente que nos amam, a despeito de nossos erros e acertos. Sim, sempre nos amarão, ainda com a ingratidão de nossas ausências e incompreensões às gerações passadas e antiquadas aos nossos olhos ultramodernos e falhos.
E interessante que dos mandamentos do decálogo de Deus, encontramos o único mandamento com promessa que diz: “Honra a teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá” – Êxodo, capítulo 20: 12. Assim sendo, se queremos que nossos dias se prolonguem, precisamos nos ater a orientação desse texto, onde é mister honrar aos nossos pais.
E o que seria honrar nossos pais? Como a significância do verbo nos salienta, precisamos conferir honras, dando crédito ou merecimento a eles. E diria mais, aparar na fase senil que outrora vivenciarão e que não estamos livres de também vivenciar.
Sim, por fim, concluindo ressalto a bondade que há nos pequenos gestos de validação daqueles que tanto fizeram e fazem por nós, filhos adultos. Que sejamos mais gratos e mais presentes na vida deles e na casa dos mesmos. Lembremos que é lá, na casa de nossos pais que enxergamos quão amados somos ainda quando grandes e quanto necessitamos desse amor.
Aos que ainda podem ir e vir desta casa, que assim procedam sem esquecer a honra devida aos mesmos por ações, palavras e cuidados. E aos que não mais tem os pais presentes, que suas memórias sejam as melhores e mais saudosas dos grandes gestos feitos àqueles que hoje descansam. Honremos nossos pais enquanto há fôlego de vida neles e em nós.
Livros e Resenhas
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